Estrangeiros que desembarcam no Brasil com o objetivo de abrir um negócio podem não achar tanta graça na terra do samba e do Carnaval. Diante da burocracia e da demora para abrir uma empresa, o país parece combinar mais com chorinho e Quarta-feira de Cinzas.

    “É preciso ter muita paciência. São muitos os papéis exigidos, e cada etapa demora demais. Se você se esquecer de um papel no meio do caminho, tem de começar tudo de novo”, diz Daniel Hatkoff, 28, norte-americano que demorou nove meses para abrir a Pitzi, empresa de seguros para celulares.

    O Brasil é mais burocrático do que a Etiópia no processo de abertura de uma empresa, segundo estudo feito pelo Banco Mundial. Um brasileiro demora, pelo menos, 119 dias para cumprir os 13 trâmites necessários para constituir uma empresa. Já para um estrangeiro, esses 13 passos se transformam em 22 -que podem consumir até 180 dias. Nos Estados Unidos, um americano leva seis dias para abrir um negócio, enquanto um estrangeiro demora, no máximo, dez dias.

    Apesar dos obstáculos enfrentados nas instituições e cartórios brasileiros, a sexta economia mundial atrai cada vez mais investidores estrangeiros. De acordo com o Ministério do Trabalho, no ano passado, do total de 70.524 estrangeiros que conseguiram um visto de trabalho no Brasil, 1.020 foram destinados a pessoas físicas que vieram para investir -esse número representa um aumento de 20% em comparação com 2010.

    Dados mais recentes do ministério revelam que, no primeiro trimestre deste ano, foram concedidos 212 vistos para investidores estrangeiros, que aplicaram no país R$ 41,3 milhões. Neste ano, os italianos lideram o ranking de investimentos (com R$ 9,5 milhões), seguidos por chineses (R$ 8,6 milhões), portugueses (R$ 8 milhões) e franceses (R$ 3,2 milhões).

    PARA TODOS

    Para conseguir um visto como investidor no Brasil, o estrangeiro precisa -além de paciência- comprovar a aplicação de pelo menos R$ 150 mil e a contratação de profissionais brasileiros.

    O problema é reunir a papelada -e é por isso que há quem recomende a contratação de escritórios especializados, que reúnem advogados, contadores e despachantes. O valor cobrado de um estrangeiro que queira abrir um negócio no país varia de R$ 8.000 a R$ 15 mil.

    “Quando comparamos com países europeus e asiáticos, o Brasil é mais burocrático. Para abrir um hotel, são necessárias aproximadamente 40 licenças”, diz Nazir Takieddine, sócio do Trench, Rossi e Watanabe Advogados.

    “No Brasil, é básico ter um despachante”, ironiza o francês Jean-Luc Senac, fundador da empresa Evolucard, de pagamentos on-line.

    Senac mora no Brasil há 14 anos e diz gostar daqui -”É um país que cresce muito e que sempre está bem-humorado”-, mas critica a burocracia e a falta de mão de obra. “Já gastei muito dinheiro com despachantes, tenho um diferente para cada tipo de trâmite”, comenta.

    FONTE: jornalfloripa.com.br

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