Turismo médico põe Brasil em negócio de US$ 60 bi

23.08.11

Medicina brasileira também atrai estrangeiros. Consultoria jurídica Visto Brasil assessora pacientes na obtenção de visto para entrada no país.
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O Brasil tornou-se definitivamente um polo de tratamentos médicos e estéticos para estrangeiros, um negócio que mundialmente movimenta US$ 60 bilhões por ano , principalmente entre europeus e americanos em busca de cirurgia plástica, correção estética e tratamento na área odontológica e ortodôntica. O custo até 30% menor é um dos atrativos, além do know-how de especialistas e de hospitais que oferecem qualidade certificada internacionalmente.

De acordo com Mariana Palha, organizadora do evento Medical Travel Meeting Brazil, que acontece este mês no WTC, em São Paulo, as boas perspectivas do segmento se baseiam em dados como os cerca de 180 mil estrangeiros que estiveram nos últimos três anos no País, para tratamento de saúde. “Os dados são do Ministério do Turismo”, destaca.

A previsão para os próximos anos é de incremento de 35% da procura de estrangeiros por serviços médicos, e a meta é criar uma ‘força-tarefa’ de divulgação internacional para aproveitar os holofotes centrados no País por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas, entre 2014 e 2016. “O número [de crescimento de 35% até 2016] é composto não só com base nos investimentos destinados ao segmento, mas também em função do crescimento de estrangeiros que virão ao País para a Copa e as Olimpíadas”, crê.

Apesar da ascensão, o turismo médico deve ser visto com atenção, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “É atemorizador ver agências de viagens intermediando cirurgias”, diz.

Fonte: http://www.dci.com.br/index.asp

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Cresce vinda de estrangeiros a trabalho

22.08.11

Consultoria jurídica Visto Brasil é especializada em legalização de trabalhadores estrangeiros no Brasil
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O crescimento da economia brasileira, marcadamente no setor industrial e de serviços, é apontado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) como o principal fator para o aumento de autorizações concedidas a trabalhadores estrangeiros na região de Bauru. A expectativa é de que, até o final de 2011, o número de carteiras de trabalho emitidas nas 55 cidades de abrangência do órgão chegue ao dobro do total do ano passado.

Até julho deste ano, foram 51 autorizações expedidas a imigrantes, ante as 52 confeccionadas de janeiro e dezembro de 2010. “Estes trabalhadores estão concentrados nos setores de serviços e indústria da região e são originários, principalmente, do Peru e da China”, considera o gerente regional do MTE, José Eduardo Rubo.

De acordo com o órgão, das 51 carteiras de trabalho, 17 foram destinadas a sul-americanos, 16 a asiáticos, 13 a europeus e 5 a outras nacionalidades. No ano passado, o ranking seguiu a mesma ordem. “Mas estimamos que o número dos imigrantes estabelecidos irregularmente seja bem maior, principalmente de sul-americanos, que conseguem atravessar a fronteira facilmente”, acrescenta. Dos trabalhadores em situação regular, grande parte é formada por engenheiros e técnicos que atuam nos setores da construção civil, tecnologia, telecomunicação e manutenção mecânica.

Conforme destaca o economista Reinaldo Cafeo, o franco aquecimento da construção civil nos últimos anos fez com que a mão de obra estrangeira começasse a ser importada para suprir a falta de profissionais como engenheiros, por exemplo. “Normalmente, são pessoas que não vem ao Brasil para trabalhar em empresas de pequeno porte. E é a própria empresa que vai buscar este profissional fora”, aponta ele, que é presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).

O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Bauru, Domingos Malandrino, considera que, além da construção civil, engenheiros de outros países também são requeridos para trabalho na área mecânica. Devido à escassez de mão de obra, ele esclarece que os salários cobrados por engenheiros brasileiros se tornaram muito elevados, o que levou os empresários a procurar alternativas fora do País

“Um engenheiro brasileiro custa R$ 15 mil, enquanto um profissional europeu aceita o trabalho por 1,8 mil (R$ 4,2 mil). Engenheiros também vêm do Chile e da Argentina. O problema é que a economia do Brasil cresceu muito, mas não houve um planejamento do governo para capacitação de mão de obra”, detalha.

Fronteira

Mas uma parcela dos estrangeiros que desembarca na região também é composta por mão de obra menos qualificada, segundo analisa Cafeo. “São aqueles que saem de seus países pela falta de oportunidades e, no Brasil, aceitam qualquer tipo de trabalho. Neste caso, geralmente desempenham atividades rurais ou mesmo da construção civil”, pontua.

Segundo Rubo, o perfil deste tipo específico de trabalhador é formado geralmente por sul-americanos que atravessaram a fronteira ilegalmente, permaneceram irregulares no País por um período e obtiveram direito a residência provisória (por dois anos, com direito a obter carteira de trabalho) por conta da anistia concedida pelo governo. “É um benefício concedido de tempos em tempos (o último foi em 2009) para que os clandestinos possam melhorar suas condições de vida”, comenta o gerente regional.

E foi a anistia de 1998 que permitiu que o chileno Alejandro Recondo Ayala, 35 anos, regularizasse sua situação no Brasil. Durante quatro anos, ele permaneceu clandestinamente em São Bernardo do Campo e, depois de se especializar no ramo de manutenção de eletrodomésticos, veio morar em Bauru, onde abriu uma empresa em 2002.

“Vim para Bauru em 2000 e trabalhava consertando geladeiras e máquinas de lavar roupas. Abri a empresa para fazer este serviço, mas em 2009 voltei para o Chile. Fiquei dois anos lá, voltei e reabri a empresa para trabalhar exclusivamente com instalação e manutenção de ar condicionado”, detalha.

Hoje, casado com uma brasileira e com uma filha nascida em Bauru, o empresário não pensa em voltar para o Chile e, para tanto, já obteve o visto permanente para ficar no Brasil. “Já me adaptei à cidade, onde eu conquistei família e estabilidade financeira. Ainda guardo minha carteira de trabalho, que tirei quando obtive a anistia do governo. Mas hoje não uso mais porque, felizmente, sou dono do meu próprio negócio”, brinca.

Como obter a carteira e o visto

Para obter a carteira de trabalho, o estrangeiro precisa ter sua situação regularizada no País. Para tanto, deve possuir o visto permanente ou de trabalho emitidos pela Polícia Federal. Também pode ter sido anistiado pelo governo federal e obtido residência provisória. “O visto de turista não é aceito como documento”, completa gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), José Eduardo Rubo.

A última anistia concedida a estrangeiros pelo governo foi em 2009. Por meio desta medida, imigrantes podem obter a residência provisória no País, que é válida por dois anos. O benefício pode ser aplicado tanto para quem chegou legalmente, mas ficou por período maior que o concedido no visto de entrada, quanto para quem cruzou a fronteira na clandestinidade. Ao todo, quatro anistias foram sancionadas no Brasil (1980, 1988, 1998 e 2009). Conforme defendem grupos ligados aos Direitos Humanos, elas contribuem para que os imigrantes tenham acesso ao mercado de trabalho com as mesmas garantias legais dos brasileiros: carteira assinada, saúde pública, educação gratuita, acesso ao sistema bancário e ao crédito e o direito de ir e vir dentro do território.

Três meses antes do fim da validade do registro provisório, o estrangeiro poderá requerer o visto permanente, conforme regulamento a ser definido pelo governo. Para isso, precisará comprovar também profissão ou emprego lícito, bens suficientes para a sua manutenção e de sua família, ausência de dívidas fiscais ou antecedentes criminais e não ter saído do país por mais de 90 dias consecutivos durante o período de residência provisória.

Cidade “adotada”

Assim como o empresário chileno Alejandro Recondo Ayala, a chinesa Lilly Long, 63 anos, adotou Bauru como cidade para viver. Já naturalizada brasileira, ela trabalhou como empresária durante 25 anos em Bauru e, atualmente, ministra aulas de mandarim. De 1996 a 2000, a professora esteve vinculada ao Centro de Linguagem da Universidade Sagrado Coração (USC). Até o ano passado, atuou como voluntária na mesma instituição.

“Vim morar em Bauru com minha mãe, para estudar, quando eu tinha 20 anos. Depois me casei, tive loja e, quando me aposentei, terminei a faculdade de educação artística e passei a dar aulas de chinês”, comenta. De acordo com ela, os principais interessados em aprender o idioma são médicos e empresários que participam de congressos e eventos na China, além de estudantes da terceira idade da universidade.

“Infelizmente, a utilidade do idioma ainda é restrita aqui no Interior. Gostaria que mais gente se entusiasmasse em aprender, porque é uma língua muito gostosa de aprender. É surpreendente ver a animação de quem faz as aulas”, acrescenta.

Fonte: http://www.jcnet.com.br/

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Confea vai intensificar fiscalização em empresas que contratam estrangeiros

19.08.11

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O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) vai intensificar, nesta semana, a fiscalização das empresas que empregam trabalhadores estrangeiros nas áreas de engenharia, arquitetura e agronomia. Segundo o conselho classista, os profissionais vão receber orientações sobre os procedimentos necessários para a regularização da situação profissional no Brasil, como o registro nos conselhos regionais de Engenharia, Agricultura e Agronomia (Creas).

O coordenador do Grupo de Trabalho e Fiscalização do Confea, Álvaro José Cabrini Júnior, disse nesta terça-feira (26) que a iniciativa é motivada pelo aumento do número de profissionais estrangeiros trabalhando no Brasil. “Só do ano passado para cá foram dadas mais de 2,8 mil autorizações para trabalho de estrangeiros somente na área de engenharia. Isso se dá em função do crescimento econômico, das obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e da Copa do Mundo. Há uma grande demanda. Isso pode gerar prejuízo para os profissionais brasileiros porque, muitas vezes, as empresas contratam o estrangeiro para reduzir custos”, disse.

Ele explicou que, para um estrangeiro trabalhar legalmente no Brasil, é preciso ter o diploma validado pelo Ministério da Educação e, nos casos de permanência definitiva, registro profissional no Crea. Os trabalhadores temporários precisam de autorização do Conselho Nacional de Imigração (Cnig) e contrato de trabalho válido.

Caso sejam encontrados casos de trabalho ilegal, Cabrini explicou que será dado um prazo para que o trabalhadores estrangeiro e a empresa regularizem a situação. “Não sendo feita, encaminharemos o caso para o Ministério Público, para a Polícia Federal e para o Ministério do Trabalho.” O trabalhador estrangeiro flagrado em situação ilegal pode até ser expulso do país.

Segundo informações do Ministério do Trabalho, em 2010, mais de 56 mil estrangeiros foram autorizados a trabalhar no Brasil. Desses, 53,4 mil em empregos temporários, com estada no país limitada a dois anos, e 2,5 mil permanentes, um aumento de 30% na comparação com 2009.

Fonte: http://www.panoramabrasil.com.br/

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Crescimento no investimento estrangeiro influencia economia

18.08.11

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A maior confiança do mercado na economia brasileira e a entrada de capital especulativo explicam o recente crescimento de investimentos estrangeiros (IED) no país, avaliou o coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (GAP/Ipea), Roberto Messenberg.

Nesta quarta-feira (17), durante a apresentação do boletim Conjuntura em Foco, no Rio de Janeiro, o economista destacou que o crescimento intenso dos investimentos diretos começou no final de 2010 e vem mantendo o ritmo. Mas alertou que parte desse capital pode estar “maquiada”, ou seja, que parte significativa de IED esteja sendo direcionada para ganhos especulativos no mercado de ações.

“A economia brasileira se tornou atrativa em função dos dois canais de internalização do capital externo. Em primeiro lugar, pelo fato de que há uma confiança maior no comportamento da economia brasileira. O outro fato é o movimento de capital, que pode estar refletindo, de certa maneira, drible das medidas de controle de capital recentemente adotadas pelo governo e que esse capital esteja entrando como investimento direto, mas, para, na verdade, tirar vantagem do diferencial de juros entre a economia doméstica e a economia internacional”, explicou.

O registro de entrada de capital como IED exige participação mínima de 10% em capital social de uma empresa com direito a voto. Segundo o economista, nada impede que, por exemplo, uma compra de participação de 11% em ações, por meio de IED, seja liquidada em seguida, fazendo com que perca efeito toda a exigência de compromisso empresarial de longo prazo esperada.

E como não existe uma fiscalização do destino desse dinheiro, ainda abre-se a possibilidade de formação de novas sociedades anônimas com aplicações em fundos de investimentos financeiros, isentas da tributação de 6% exigida sobre o ingresso de investimentos em carteira (economia doméstica). “O capital especulativo valoriza a taxa de câmbio, diminui a produtividade e a competitividade das indústrias residentes aqui em relação aos seus competidores externos e isso faz com que haja uma tendência de desaceleração da taxa de investimento industrial.”

Messenberg ainda avaliou as expectativas de crescimento sustentável do país e a evolução das variáveis econômicas, como mercado de trabalho, consumo e produtividade. Segundo ele, o Ipea mantém a expectativa de crescimento entre 4% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), este ano, mas está trabalhando com sinal amarelo aceso, principalmente em função de uma tendência de desaceleração do investimento público, recentemente apontado como grande impulsionador do crescimento da economia brasileira.

“Outro sinal de preocupação é o impacto da turbulência internacional sobre as expectativas empresariais e no mercado financeiro, que acabam fornecendo custo de capital para o investimento. Esses dois focos de instabilidade podem comprometer o cenário básico com que vínhamos trabalhando de um comportamento mais estável das variáveis e do investimento. O cenário básico está mantido, mas o risco dele aumentou”, acrescentou.

Fonte: http://www.dci.com.br/index.asp

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Número de estrangeiros trabalhando no Brasil sobe quase 20% em 2011

16.08.11

Indústria de petróleo e gás foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento. Visto Brasil é especializada em legalização de profissionais do setor.
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No primeiro semestre de 2011, o número de estrangeiros que vieram trabalhar no Brasil cresceu quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. É um movimento surpreendente dentro da economia brasileira.

Foi uma fila de estrangeiros que levou a maior empresa mundial de recrutamento online a se instalar em São Paulo. Um ano atrás o escritório nem existia.

“Temos cadastradas 350 mil pessoas diferentes que têm interesse de vir a trabalhar no Brasil. Elas não estão encontrando oportunidade em seus países ou têm interesse de ir a outro mercado que está aquecido e crescendo, como o Brasil, para poder encontrar emprego com suas qualificações”, explica o diretor de vendas Diego Sanson.

O próprio diretor, que é americano, deixou a crise dos Estados Unidos para trás. Trouxe a família e diz que veio para ficar. “Vou poder crescer como um profissional e também ser parte de algo maior, que é o crescimento do Brasil”, diz.

No primeiro semestre de 2011, 26 mil estrangeiros receberam autorização para trabalhar no país – 19% a mais do que no primeiro semestre de 2010. Esses são apenas os que entraram legalmente.

Vieram atuar em áreas onde faltam brasileiros qualificados, como na indústria de petróleo e gás, que, sozinha, atraiu oito mil estrangeiros nos primeiros seis meses de 2011.

Uma plataforma de petróleo que fica a 85 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro pertence a uma empresa norueguesa que veio ao Brasil para se juntar ao esforço que deverá tornar o país um grande exportador de petróleo. Além do capital e da experiência, a empresa trouxe também engenheiros experimentados para dar início à produção.

O gerente de plataforma Kjell Brustad é um deles. O norueguês trabalhou 15 anos em estruturas petrolíferas do mar do Norte. Hoje, é o gerente de uma plataforma e está no país para formar brasileiros.

“Eu encontrei gente bem preparada aqui, mas nem sempre com a experiência para operar plataformas oceânicas. Eu posso compartilhar a minha experiência com pessoas jovens e inteligentes”, garante Brustad.

Kjell volta para a Noruega no fim do ano e já treina o sucessor: o engenheiro mecânico carioca Leandro Coelho. “Da mesma forma que brasileiros vão trabalhar lá fora, a gente precisa de estrangeiros trabalhando aqui no país”, opina.

É um tipo de transferência de conhecimento essencial para o desenvolvimento do país. No primeiro semestre, mais de dois mil técnicos chegaram em contratos de cooperação. A maior presença econômica do Brasil no mundo também se refletiu em um campo em que éramos quase irrelevantes: o do intercâmbio de universitários e recém-formados.

Só em uma das organizações que fazem a ligação entre empresas e universidades, o número de intercâmbios multiplicou por oito nos últimos cinco anos. A diretora da organização e gerente de intercâmbio Larissa Armani explica o fenômeno: a possibilidade de trabalhar em um país emergente e forte e em uma sociedade rica e aberta.

“As coisas caminham juntas. As pessoas vêm, trabalham e acabam se divertindo. É uma cultura muito atrativa”, reforça.

Mas para um estrangeiro nem sempre é fácil se adaptar ao nosso ambiente de trabalho. Mariana é professora de costumes brasileiros para estrangeiros. Um dos alunos, Jeff Jacob, americano de origem indiana, explica qual é a maior dificuldade que ele enfrenta no banco em que veio trabalhar.

“Em um lugar como Nova York, há uma clara divisão entre o que é a sua vida pessoal e a sua vida profissional. Aqui não tem esse tipo de divisão. Quanto mais rápido você se adaptar a isso, melhor será para sua vida profissional”, esclarece Jeff.

A médica italiana Laura Mannarini, talvez por ter origem latina como nós, não encontrou dificuldade para se relacionar com os colegas do hospital onde faz pesquisas. Ela se inclui entre os estrangeiros que chegam para trabalhar por período limitado, mas que gostariam de ficar mais tempo por aqui.

“São os brasileiros que fazem esse país realmente único e inesquecível. Eu voltar, infelizmente, com o coração quebrado”, conclui a médica.

Fonte: http://g1.globo.com/

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Estrangeiros seguem o dinheiro em direção ao Brasil

15.08.11

Consultoria jurídica Visto Brasil é especializada em legalização de estrangeiros: obtenção de visto, documentação e naturalização.
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Refletindo sobre as tempestades financeiras que fustigam a Europa e os Estados Unidos, Seth Zalkin, banqueiro americano vestido casualmente, tomava um cafezinho e parecia satisfeito com sua decisão de mudar-se para cá, em março, com sua mulher e o filho deles.

“Se o resto do mundo está afundando, este é um bom lugar para estar”, disse Zalkin, 39 anos.

Para quem guarda uma recordação, mesmo que fraca, da crise da dívida vivida pelo próprio Brasil nos anos 1980, a ordem global foi colocada de ponta-cabeça. A economia dos EUA pode estar se arrastando de joelhos, mas no ano passado a do Brasil cresceu no ritmo mais acelerado de mais de duas décadas anteriores, e o desemprego está em baixa histórica, parte da transformação do Brasil de caso inflacionário perdido em um dos maiores credores de Washington.

Com salários que rivalizam com os de Wall Street, tantos banqueiros, gerentes de fundos hedge, executivos petrolíferos, advogados e engenheiros estrangeiros vêm se mudando para cá que os preços de imóveis comerciais de alto padrão este ano superaram os de Nova York, fazendo do Rio a cidade mais cara das Américas em termos de aluguel desses espaços, segundo a empresa imobiliária Cushman & Wakefield.

Uma mentalidade de corrida ao ouro domina o ambiente, com o número de autorizações de trabalho para estrangeiros subindo 144% nos últimos cinco anos, sendo que o contingente de profissionais altamente instruídos que vêm se radicando no Brasil é liderado por americanos.

Não é de hoje que empresários sentem-se atraídos pelo Brasil, e o mesmo acontece com vigaristas interessados em enriquecer rápido, sonhadores com grandeza amazônica e até mesmo foras-da-lei como Ronald Biggs, o britânico que fugiu para o Rio depois de seu grande assalto a um trem postal inglês em 1963.

Hoje, porém, as escolas que recebem alunos americanos e de outras famílias de língua inglesa têm longas listas de espera, apartamentos podem custar US$ 10 mil por mês nas áreas mais cobiçadas do Rio, e muitos dos recém-chegados são diplomados pelas melhores universidades dos EUA ou possuem experiência de trabalho nos pilares da economia global.

Chegando aqui, eles se deparam com um país que enfrenta um desafio muito diferente daquele que é encarado pelos EUA e a Europa: o receio de que a economia esteja ficando superaquecida.

Uma coisa que constitui um choque especial para os recém-chegados é a força do real. Isso pode beneficiar brasileiros que vêm comprando apartamentos em lugares como South Beach, em Miami, onde os imóveis custam cerca de um terço dos preços de imóveis equivalentes nos bairros de alto padrão do Rio. Mas prejudica os manufatureiros e exportadores brasileiros.

Assim, em uma tentativa de impedir uma valorização ainda maior do real, o Brasil hoje é um dos maiores compradores de títulos do Tesouro americano, elevando seus interesses em jogo na economia americana enfraquecida. É uma quebra nítida com o passado, quando Washington ajudou a montar pacotes de resgate para o Brasil durante suas crises financeiras.

“O Brasil está se saindo muito bem, mas, francamente, semana sim, semana não eu me pergunto ‘quando isto vai acabar?’”, disse Mark Bures, 42, executivo americano que se mudou para o Rio em 1999, em tempo de assistir a uma desvalorização abrupta do real e outras oscilações acentuadas na prosperidade brasileira.

Alguns poucos americanos que vivem no Brasil há mais tempo chegam a se recordar do último “milagre” econômico do país, no início dos anos 1970, quando o “Wall Street Journal” citou um banqueiro otimista no início de um artigo de primeira página, prevendo que “em dez anos o Brasil será uma das cinco maiores potências do mundo”. Em lugar disso, o país acabou onerado com uma dívida externa assustadora.

O boom recente das commodities e o crescimento do consumo interno, resultado da expansão da classe média, ajudaram a converter o Brasil em potência em ascensão que se recuperou facilmente da crise financeira global de 2008. No ano passado a economia cresceu 7,5%, e a expectativa é que este ano registre crescimento de 4% –menor, mas ainda invejável nos Estados Unidos.

Apesar disso, o Brasil apresenta muitos desafios que podem desencorajar estrangeiros que chegam ao país. A legislação trabalhista dá preferência à contratação de profissionais brasileiros em lugar de estrangeiros, e o demorado processo de obtenção de um visto de trabalho pode surpreender quem não está acostumado à colossal burocracia brasileira.

Alguns economistas consideram o real a moeda mais sobrevalorizada do mundo, com relação ao dólar, e a inflação vem subindo (conforme evidenciam Big Macs por US$6,16 e martínis por US$35). As taxas de juros teimam em continuar altas, e analistas discutem a possibilidade de estar se formando uma bolha de crédito, na medida em que os consumidores continuam mergulhados em uma orgia de compras de tudo, desde casas até carros, que já vem acontecendo há anos.

O Brasil não está imune à turbulência nos mercados globais, e o real se enfraqueceu um pouco este mês. O mercado imobiliário carioca tem estado agitado com a aproximação da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, mas sua infraestrutura é insuficiente. Embora tenha diminuído em algumas regiões, a criminalidade violenta ainda assola grandes partes do país e também o Rio, que este mês enfrentou um incidente traumático de sequestro de um ônibus.

Mesmo assim, os estrangeiros vêm chegando, e as autorizações de trabalho para eles aumentaram mais de 30% em número apenas em 2010, segundo o Ministério do Trabalho.

“Eu só falava um português muito básico, mas pude perceber que este lugar estava vivendo um boom”, contou Michelle Noyes, 29, nova-iorquina que organizou uma conferência de fundos hedge em São Paulo. Pouco depois disso, ela deu o salto: mudou-se para o Brasil para trabalhar em uma firma de gerenciamento de ativos.

“Me mudei da periferia do setor para o centro”, disse Noyes, citando cinco outros americanos, dois de Nova York e três de Chicago, que estão se mudando para o Brasil este mês para tentar sua sorte.

Os americanos formam o maior grupo de estrangeiros que está se mudando para o Brasil, seguidos por contingentes de britânicos e outros europeus. Alguns vêm para contratos de trabalho temporários. Outros estão fundando empreendimentos pequenos ou grandes.

O americano David Neeleman, fundador da JetBlue Airways, recentemente criou a companhia aérea brasileira de baixo custo Azul. Corrado Varoli, italiano que comandava desde Nova York as operações latino-americanas do Goldman Sachs, agora comanda seu próprio banco de investimentos em São Paulo. Novas ponto.coms brasileiras como a Baby.com.br, empresa on-line de venda de fraldas no varejo fundada este ano por dois primos americanos recém-saídos de escolas de administração de empresas como a Wharton e a de Harvard, às vezes conferem ao Brasil um clima de bolha não muito diferente daquele que reinava nos EUA em 1999.

Outros estrangeiros vêm assumindo empregos em empresas brasileiras que estão crescendo com um boom resultante em parte do comércio do Brasil com a China.

“Nossos salários aqui no Brasil são pelo menos 50% mais altos que os salários pagos nos EUA por cargos estratégicos”, disse Jacques Sarfatti, gerente para o Brasil da Russell Reynolds, firma que recruta executivos de empresas.

Estrangeiros competem com brasileiros que retornam ao país, vindos do exterior. “É muito evidente que o mercado de trabalho está tão ruim em outros lugares”, disse Dara Chapman, 45, californiana que é sócia de um fundo hedge carioca, o Polo Capital. Ela disse que vem recebendo inúmeros currículos de interessados em mudar-se dos EUA para o Brasil.

As enormes descobertas brasileiras de petróleo na camada do pré-sal também vêm atraindo investidores e estrangeiros, entre os quais milhares de filipinos que trabalham em navios e plataformas petrolíferas marítimas. Para suas outras indústrias, o Brasil precisa de estimados 60 mil novos engenheiros, alguns dos quais precisam vir do exterior, em vista das insuficiências do sistema de ensino brasileiro.

“Eu me mudei para cá de Pequim um ano atrás e acho o potencial para o desenvolvimento profissional incrível”, disse a chinesa Cynthia Yuanxiu Zhang, 27, gerente de uma empresa de tecnologia. “Já estou planejando estender minha estadia aqui para bem mais adiante nesta década.”

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/

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Brasil é o quinto que mais recebe investimento estrangeiro

08.08.11

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No ano passado, o Brasil passou a ocupar a quinta posição entre os países que mais recebem investimentos estrangeiros diretos (IED), saltando dez posições na lista. O dado consta do relatório World Investiment Report 2011, da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), divulgado hoje (26) pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).

Em 2009, o Brasil ocupava a 15ª posição entre as nações que mais recebiam investimentos estrangeiros, com a atração de US$ 25,9 bilhões. No ano passado, o Brasil recebeu US$ 48,4 bilhões em IED, superado apenas pelos Estados Unidos (US$ 228,2 bilhões), pela China (US$ 105,7 bilhões), por Hong Kong (US$ 68,9 bilhões) e pela Bélgica (US$ 61,7 bilhões).

A expectativa é que, até 2013, o Brasil suba mais uma posição. Um levantamento feito pela Unctad entre as empresas multinacionais apontou o Brasil como um dos países mais citados para investimentos, atrás de China, Estados Unidos e Índia.

O relatório da Unctad mostra ainda que os fluxos globais de investimento direto em todo o mundo cresceram 5% no ano passado em relação a 2009, atingindo US$ 1,24 trilhão. Segundo a Unctad, foi a primeira alta em três anos, embora os investimentos continuem 15% menores ao período anterior à crise financeira mundial.

Pela primeira vez na história, os fluxos de investimentos diretos estrangeiros para as economias em desenvolvimento superaram os fluxos de investimentos para as economias desenvolvidas. Do total de US$ 1,24 trilhão, mais da metade (51,3%) foi destinado às economias em desenvolvimento, principalmente a China, que cresceu 11% entre 2009 e 2010. A participação da América Latina também aumentou: de 10,5% em 2009 para 12,8% no ano passado. Já a participação da Europa caiu de 34% em 2009 para 23,7% no ano passado.

De acordo com o relatório, as saídas de investimento das economias em desenvolvimento cresceram 21% em 2010 e responderam por 29% do total de fluxos globais de investimentos estrangeiros. No ano passado, o Brasil foi responsável por 0,9% desse total. Para a Unctad, se for mantida a atual velocidade de desconcentração dos fluxos por origem, em 2017 os países em desenvolvimento deverão ultrapassar as economias desenvolvidas.

A Unctad acredita que, este ano, o IED deve ficar entre US$ 1,4 e US$ 1,6 trilhão, praticament o nível pré-crise mundial. O pico da série de fluxos, US$ 1,9 trilhão, atingido em 2009, só deverá ser alcançado em 2013.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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Estrangeiro mostra injeção líquida de R$ 1,4 bi na Bolsa em julho

03.08.11

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Apesar da forte queda de 5,7% do Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, em julho, o investidor internacional fez sua parte para ajudar na recuperação do mercado. Isso porque, no período, o saldo direto de atuação do estrangeiro ficou positivo em R$ 1,4 bilhão, resultado de compras no valor de R$ 39,786 bilhões e vendas de R$ 38,385 bilhões.

O mês passado marcou o início da divulgação de balanços corporativos internacionais e brasileiros referentes ao segundo trimestre do ano. Os números, contudo, foram praticamente ofuscados pelas preocupações com o impasse político nos EUA sobre o aumento do teto da dívida que, apenas nesta terça-feira, deve chegar ao fim. O medo de um default americano estimulou a cautela dos investidores e, ainda hoje, o mercado está receoso com relação a um rebaixamento da nota do país por agências de rating.

Na Europa, se a Grécia levou uma trégua aos mercados, após o anúncio de novo socorro financeiro ao país, as possíveis novas vítimas – Itália e Espanha – deixaram os investidores com o pé atrás. Neste quadro de incertezas, a saída de ativos e mercados de maior risco prevaleceu e o Brasil sofreu os efeitos.

Ao longo de julho, o Ibovespa caiu em 12 dos 21 pregões e estabeleceu novo “piso” para 2011, no dia 27 (58.288 pontos). Já o fluxo direto estrangeiro ficou negativo em apenas cinco dias. Somente na sexta-feira passada, dia 29, quando o Ibovespa subiu 0,20%, para 58.823 pontos, o fluxo líquido dos “não residentes” no país ficou positivo em R$ 13,2 milhões na bolsa nacional.

O ingresso de recursos do investidor internacional superou a saída em todas as semanas. De 4 a 8 de julho, a injeção líquida atingiu R$ 275,7 milhões; de 11 a 15, somou R$ 672,8 milhões; de 18 a 22, ficou em R$ 52,4 milhões; e, de 25 a 29, correspondeu a R$ 382,2 milhões. Com o resultado de julho, o fluxo estrangeiro na Bovespa voltou a ficar positivo, em R$ 290 milhões, no acumulado de 2011.

Na direção oposta a do estrangeiro, em julho, as vendas dos investidores pessoa física e institucional na bolsa ultrapassaram as compras em R$ 652,1 milhões e em R$ 1,277 bilhão, respectivamente.

Nos primeiros sete meses do ano, o Ibovespa perdeu 15,1%. Em janeiro e em maio, as compras do “não residente” haviam ultrapassado as vendas em R$ 401 milhões e em R$ 2,904 bilhões respectivamente. Já em fevereiro (-R$ 1,184 bilhão), março (-R$ 1,771 bilhão), abril (-R$ 1,116 bilhão) e junho (-R$ 344 milhões), a saída de recursos externos da bolsa prevaleceu.

Participação

O investidor estrangeiro perdeu a primeira posição em termos de participação na Bovespa, com peso de 32,73% em julho. O institucional ficou com o primeiro lugar, responsável por 34,81% de todas as compras e vendas no período. A pessoa física ficou mais uma vez com a terceira posição, com peso de 23,62%.

Mercado futuro

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a posição “vendida” (aposta na baixa) do estrangeiro em Ibovespa futuro segue elevada. Ontem, atingiu 101.886 contratos, valor superior aos dados do dia 29 de julho (-98.255) e bem acima dos 74.778 contratos registrados na abertura de julho.

Fonte: http://www.ig.com.br/

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Investimento estrangeiro no Brasil atinge recorde histórico

02.08.11

Visto Brasil assessora estrangeiros na concessão de visto de investidor.
Entre em contato: (11) 3141-1031

O investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, quase triplicou no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo recorde histórico, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira. O IED atingiu US$ 32,477 bilhões entre janeiro e junho deste ano, contra US$ 12,1 bilhões no mesmo período de 2010.

O investimento estrangeiro no Brasil aumentou sete vezes em junho deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a autoridade monetária, o IED passou de US$ 766 milhões em junho de 2010 para US$ 5,467 bilhões em junho deste ano.

De acordo com o chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, o recorde de investimentos estrangeiros no Brasil gerou o maior déficit nas transações correntes (compras e vendas de bens e serviços entre o Brasil e os demais países) para o primeiro semestre do ano: US$ 45,899 bilhões.

“As contas externas padrão semelhante ao observado nos últimos meses. Uma ampliação do déficit das contas externas reflete a continuidade do crescimento da economia, que se traduz em ampliação da demanda por parte dos brasileiros por serviços estrangeiros, seja para consumo, seja para investimento”, disse. Outro fator que deve pesar na balança comercial do país é o aumento dos gastos dos brasileiros no exterior.

O BC prevê que neste ano o saldo das contas externas brasileiras fique negativo em US$ 60 bilhões, valor que, se confirmado, será um recorde histórico (a série da autoridade monetária começa em 1947). Um exemplo é o aumento dos gastos dos brasileiros com viagens internacionais que, de janeiro a junho deste ano, somaram US$ 10,1 bilhões.

As despesas de brasileiros no exterior no primeiro semestre de 2011 representam mais da metade dos gastos totais do ano passado, que foram de US$ 16,422 bilhões. De janeiro a junho de 2011, os brasileiros gastaram US$ 6,814 bilhões a mais em viagens internacionais do que os turistas estrangeiros deixaram no Brasil no mesmo período (US$ 3,370 bilhões).

“Na parte de consumo, da demanda de bens e serviços estrangeiros por parte dos brasileiros, observamos claramente em viagens internacionais um crescimento significativo no semestre e na importação de bens de consumo, principalmente duráveis. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro influencia nessa evolução. Observamos um crescimento significativo na importação de bens de capital, máquinas e equipamentos, e no serviço, com aluguel de máquinas e equipamentos. Isso vem aumentando mês a mês e tende a continuar nesse padrão”, disse Túlio Maciel.

Somente em junho de 2011, os brasileiros gastaram US$ 1,854 bilhão no exterior, valor pouco maior que o medido no mesmo mês do ano passado (US$ 1,325 bilhão). Os estrangeiros gastaram US$ 490 milhões em viagens no Brasil no mês passado, ante uma despesa de US$ 414 milhões registrada no mesmo período de 2010. Os brasileiros que moram no exterior enviaram US$ 162 milhões para familiares residentes no Brasil em junho deste ano.

Já os estrangeiros que moram no Brasil mandaram US$ 68 milhões para manutenção de parentes no país de origem. Segundo o BC, não houve variação nesses valores em relação a junho de 2010.

Fonte: http://www.jb.com.br/

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Copa e Olimpíada já atraem empreendedores estrangeiros

02.08.11

Visto Brasil auxilia a abertura de empresa para estrangeiros no Brasil.
Entre em contato: (11) 3141-1031

A consolidação do Brasil no cenário econômico mundial nos últimos anos, aliada às conquistas de sediar os dois maiores eventos esportivos nos próximos anos (Copa 2014 e Olimpíadas 2016), fez o país se tornar a grande ‘menina dos olhos de ouro’ de investidores estrangeiros. Muitos empreendedores têm demonstrado preferência por entrar no mercado empresarial brasileiro adquirindo pequenas e médias empresas e desenvolvê-las, ao invés de instalar uma filial a partir do ‘zero’.

Batista Gigliotti, master franqueado da Sunbelt Business Brokers, maior empresa de intermediação de negócios do mundo, afirma que “muitos destes empreendedores preferem entrar no Brasil agregando marcas locais aos seus portfólio, pois conseguem melhores oportunidades de negócios comprando empresas já existentes e com potencial de crescimento, quando somam suas carteiras de clientes ao conhecimento técnico estrangeiro”.

No varejo, adquirir um ponto comercial aliado à reputação testada e aprovada também são diferenciais que resultam na escolha por investir em empresas de pequeno e médio porte. “A escolha do ponto comercial é um desafio que pode prejudicar os possíveis negócios dos empreendedores, ainda mais quando essas pessoas não conhecem os detalhes do mercado que pretendem atuar, como quais são os bairros mais valorizados da região, perfil de público que frequenta o local, entre outros detalhes”, afirma Gigliotti.

Dados do Mapa de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas, divulgados pelo SEBRAE, revelam que quatro setores da economia (construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo) deverão oferecer 448 oportunidades de negócios para pequenas empresas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

Para Gigliotti “essas oportunidades fazem encher os olhos de qualquer empreendedor. Seja ele brasileiro ou de qualquer nacionalidade. Muitos empresários estrangeiros acreditam que a demanda que os eventos esportivos irá gerar poderá trazer retorno no curto e médio prazo. Principalmente, em áreas nas quais o Brasil ainda não possui uma infraestrutura adequada, como nos setores de hotelaria e tecnologia da informação”.

Esta tendência, por outro lado, também é benéfica para empresários brasileiros que desejam ‘mudar de ares’ e vender suas empresas. “O momento para comercializar (passar à frente) uma pequena ou média empresa é muito oportuno. O aquecimento do mercado e a demanda de empreendedores estrangeiros que chegam ao Brasil só fazem este mercado (de comercialização de empresas) se valorizar, gerando, consequentemente, maior valor agregado ao produto, ou, neste caso, à empresa que está à venda”, conclui Gigliotti.

Fonte: http://www.revistavoto.com.br/site/index.php

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