Notícia – PF procura 12 em SP por visto falso dado a estrangeiros no Brasil
Fonte: O Globo
Data: 8/12/2009
SÃO PAULO - Um dia depois da prisão de 11 acusados de fraudar vistos de trabalho para os Estados Unido s, a Polícia Federal (PF) cumpre 12 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em São Paulo para prender acusados de trazer estrangeiros irregularmente ao país e obter documentação para a permanência deles dentro do próprio orgão, a PF. Boa parte dos estrangeiros são chineses. A Operação foi batizada de Piàn Jú e os integrantes da quadrilha teriam ligação com outra organização criminosa, desbaratada pela Operação da Shan. Em português, Piàn Jú significa falcatrua ou fraude.
A Operação Da Shan – referência à província chinesa de Fujan, no Sul da China, origem da maioria dos trabalhadores trazidos irregularmente ao país – prendeu 14 acusados de tráfico de pessoas. O chinês Zhu Ming foi apontado como líder da quadrilha. Em Rondônia, outras 12 pessoas foram presas. Ming mantinha uma casa em Recife, onde foram apreendidos dinheiro e instrumentos para a falsificação de passaportes. Todos respondem por formação de quadrilha e por manter trabalhadores em condições análogas a de escravidão. As penas podem chegar a 11 anos. A quadrilha começou a ser investigada em 2008, depois de flagrantes em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, em Rondônia, de chineses usando passaportes com vistos falsos.
ATUALIZAÇÃO
Fonte: Correio 24h
Data: 9/12/2009
Sete dos presos por regularizar estrangeiros são da PF
Sete dos doze presos pela Operação Pian Jú nessa terça-feira (8) trabalham na Polícia Federal. A Operação investigava uma quadrilha que facilitava irregularmente a permanência de estrangeiros no Brasil.
De acordo com o Ministério Público Federal, a quadrilha era composta de cinco policiais e dois servidores da Delegacia de Polícia de Imigração da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, todos com condições privilegiadas para agilizar o processo de regularização de estrangeiros.
Das trezes ordens de prisão, 11 preventivas e duas temporárias, 12 já foram cumpridas hoje. A PF também executou mandatos de busca em residências e estabelecimentos comerciais.
Crime
Os servidores da PF são suspeitos de terem cometido corrupção passiva, agravado pelo fato de receber dinheiro ilicitamente para realizar atos de ofício. Outros agravantes são o uso de documentos falso e formação de quadrilha. As investigações que resultaram nas prisões começaram em junho deste ano.
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